Trilha do Café · Viagem | segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Trilha do Café no Festival Serra de Guaramiranga

Dessa vez, a trilha do café subiu a serra e foi desbravar a história da produção do café de sombra no Maciço de Baturité. A convite do Festival Serra, embarcamos numa jornada de dois dias que nos apresentou o Sítio São Roque, o Atelier 1913, a Casa Caboclo e vários pratos de premiados chefs usando nosso querido café como ingrediente.

Sítio São Roque

Alguém já ouviu falar da Rota do Café Verde? Ao longo dessa rota, uma das paradas é o Sítio São Roque, que fica no Município de Mulungu da região serrana. Lá, a gente conheceu a Mônica Farias, que nos levou até o Museu do Sítio Roque e nos contou um pouco da história da produção do Café Atelier 1913.

Tudo começou com o sonho e a persistência do patriarca Gerardo Farias, que lá no século passado começou sua produção de café 100% arábica. Como funciona: o café é plantado artesanalmente e leva 9 meses para ficar maduro. Depois desse processo, ele passa por cinco estágios até chegar ao pó que perfuma nossa casa e traz mais conforto pro nosso dia a dia. No início, o Sítio São Roque fornecia as sacas de café para compradores e chegou até a exportar o produto para a Suécia. Até que as novas gerações da família perceberam o potencial na produção artesanal e resolveram criar uma marca específica para o café final (torrado ou em pó): o Atelier 1913. A marca remete à produção artesanal e ao ano de início do primeiro plantio.

Lá no Sítio, além do museu, é possível conhecer o plantio nos cafezais, a casa da família, o jardim muito bem cuidados e florido e experimentar os produtos do sítio – feito pelas famílias que moram por lá. A ideia é manter uma sustentabilidade: o sítio fornece insumos para as famílias, elas produzem alimentos que são vendidos aos visitantes e assim, acontece um ciclo positivo para os moradores.

A gente teve o prazer de experimentar, além do Café Atelier 1913, uma tortinha de banana bem fofinha e um doce de compota da fruta, bem fresquinho. Ambos deliciosos e disponíveis para levar pra casa. Ano que vem, completa-se o centenário da primeira colheita, e a festa promete ser grande!

Café artesanal na Casa Caboclo

Dando um pulinho para Pacoti, chegamos na casa caboclo – uma relíquia feita de taipa que me remete às lembranças da infância. Lembro do cheiro do arroz feito no fogão à lenha na casa da minha avó, e do filtro de barro e das paredes nada simétricas, mas construídas pelas mãos do meu avô.

A Casa Caboclo guarda histórias como essas da minha infância e, na parte de fora, mostrava-se o processo manual da torra do café. O grão é descascado, separado das cascas manualmente, depois torrado numa panela de ferro (que parece uma oak) direto no fogo. Depois vai para um pilão para virar pó e, então, filtrado no pano e adoçado com rapadura. É uma delícia esse café bem quentinho!

Da serra para a mesa: comida à base de café

Cerveja Toma Lá Daká

Já pensou em misturar cerveja e café? A cerveja artesanal Toma Lá Daká, apresentada pra gente no Studio 70, foi criada com notas de café. É uma cerveja escura, com espuma bem encorpada e de sabor intenso. Boa para harmonizar com carnes e comidas com um pouquinho mais de gordura. Também com doces e chocolates – nada melhor o friozinho da serra. Achei o sabor bom e bem diferente, o que é ótimo para um produto que quer surpreender.

Medalhão Suíno com Molho de Café

Outro prato que também usou café em sua base foi a do restaurante Hofbrauhaus. A picanha suína assada na medida tinha como acompanhamento um molho de redução de café. Da mesma forma que a cerveja, a mistura da carne com o suave amargor do café combinavam perfeitamente. O molho tinha textura similar ao de um molho ferrugem, mas com sabor acentuado do café. Esse e outros pratos do festival serão incluídos no menu tradicional da casa.

Pizza de brownie

Fechando as delícias da noite do Festival Serra, provamos a Pizza de Brownie, criação da chef Rozi Nóbrega, representando a disputada Chocoberry. Uma curiosidade para quem gosta de mistura café e sobremesas, é que a bebida serve como ótimo acentuador do sabor do chocolate. A massa estava com a casquinha crocante e macia por dentro, com doce na medida.

Festa de Gastronomia e Cultura

O Festival Serra foi muito mais do que uma trilha do café: foi uma mistura de sabores, cultura e muito aprendizado de como empreendedores locais conseguiram marcas fortes e se tornaram referência na região serrana e até no Brasil. Certamente uma viagem que vale a pena não só para conhecer as raízes da nossa história, como para valorizar o produto que vem da nossa terrinha. Amei o convite!

Lá no Penteadeira Amarela, eu contei TUDO sobre o Festival Serra, além da trilha do café. Teve visita a pontos turísticos, um tour gastronômico pelos principais restaurantes da região – com direito a apresentação de dança flaminca e dança do ventre – e um encerramento lindo com o Concerto de Cordas no Mosteiro dos Jesuítas. Passa lá pra ver! <3 Até o próximo post!

Saiba mais sobre o Festival Serra
www.festivalserra.com.br
Instagram: @festivalserraoficial
Acontecem em dezembro em:
Guaramiranga, Pacoti, Mulungu e Baturité



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