Diário do violão: como comecei a aprender -

Diário do violão: como comecei a aprender

Recentemente, vi um vídeo sobre a história de uma pessoa e sua relação com a música. E, por causa disso, tive a ideia de registrar aqui também a minha. Muito mais porque gostaria de lembrar como está sendo esse processo do que para compartilhar necessariamente. Mas, ei, pode ser que alguém que esteja aprendendo também ache legal uma opinião leiga desde o início.

Manu e a música

Acho que essa é uma história parecida com a de muita gente. Quando eu era adolescente, não tinha tanto amigos assim. Na verdade, eu sempre fui muito comunicativa, porém tímida. Eu também morava longe e não saía tão frequente assim de casa. Sendo assim, a música e os livros eram as minhas maiores companhias. Desde essa época, por volta dos 12 anos, eu queria muito aprender a tocar instrumentos e poder cantar junto a eles – porque desde cedo meu primeiro instrumento foi a voz.

Vamos voltar um pouco no tempo: quando eu ainda era criança, tive algumas experiências com música. Participei de alguns corais na escola, cheguei a cantar em algumas apresentações e minhas primas tocavam teclado. Pode parecer pouco, mas esse pouquinho foi o que me levou a querer aprender mais e mais.

Lá pelos 22, depois que finalizei um período longo de estágio e faculdade, eu decidi que seria a hora de me dedicar ao aprendizado da música. E, nessa época, o que eu mais queria fazer era cantar – simplesmente cantar. Por causa dessa vontade, fiz a primeira audição da minha vida e entrei para o primeiro coral profissional que participei. Lá foi meu primeiro contato com música de forma profissional, com partituras e com arranjos. Era um ambiente mais formal, e lá foi onde gravei também, pela primeira vez, num estúdio de gravação.

Um tempo depois, alguns amigos me incentivaram a buscar a música de forma ainda mais artística. E foi quando participei da minha segunda audição na vida. Lembro como fiquei nervosa, esperando aquelas pessoas cantando feito passarinhos (kkk) do lado de fora. Mas deu tudo certo e entrei no grupo vocal Vitrola Nova. A proposta era bem diferente, afinal, nesse grupo, além de cantar, precisávamos atuar. E essa experiência transformou muito da minha personalidade. Mas isso é uma outra história. Passei três anos no Vitrola, me apresentei em alguns teatros, mas tive que sair devido ao trabalho.

E o violão?

Depois desse background na música, eu realmente tinha aprendido a usar melhor a minha voz. Mas não entendi nadinha de violão. Eu até já tinha tido um, mas acabei vendendo por não saber o que fazer com ele. Tinha tentado tutoriais na internet, mas nada promissor. Anos depois, resolvi comprar outro violão e apenas ter. Sim, eu queria ficar ali olhando pra ele e acreditar que um dia eu ia conseguir.

Mais alguns anos depois, existiam duas pessoas na minha vida ligadas à música. E, uma delas, sabia como tocar muito bem (valeu, Bruno!). O primeiro passo que ele me recomendou foi trocar as cordas do meu violão, que eram de aço, para nylon. Assim, eu machucaria muito menos os meus dedos (não consigo nem pensar como aprenderia sem essa mudança). Quando eu consegui fazer essa troca sozinha, eu vi que podia aprender muito mais coisas. É bem simples, na verdade, mas quando você vê toda aquela parafernália, parece complicado.

E aí vem uma coisa muito legal do aprendizado do violão: ele te dá muita autoconfiança. Você (eu, pelo menos) achava tudo muito difícil. E, aí, você uma mini coisa e pensa: “cara, eu consigo”. E começa a levar isso para outras coisas da sua vida também. Vai por mim, essa lógica é muito legal.

Primeiros aprendizados & disciplina

No fim de 2020, depois desse ano tenebroso, eu tive alguns probleminhas de saúde. E eu percebi como precisava me treinar para ter disciplina em diversos aspectos da vida. Mas… você leu essa frase direito? “Treinar para ter disciplina”. Isso soa muito ruim pra mim. Parece uma sentença de castigo – se você não é uma pessoa que gosta de rotina, vai me entender. Mas era necessário.

Foi então que relacionei o aprendizado do violão com a disciplina. Todo mundo me dizia isso: “para aprender violão, precisa de muita disciplina”. E eu sempre vi isso como algo muito chato, que me distanciava ainda mais desse sonho. Mas em janeiro de 2021, eu me determinei a tentar. Só tentar.

Como já tinha familiariadade com certas notas de outras tentativas, resolvi buscar um tutorial bem simples, com acordes muito muito simples, de uma música que eu gostasse e ia tentar sem esperar grandes resultados. E o resultado foi que em 15 dias, eu consegui tocar minha primeira música inteira. Mas teve muita história ao longo desses dias, que vou contar melhor em outro post porque esse já está muito grande.

Para finalizar, quero te dizer uma coisa que aprendi: quando você desenvolve um hábito que precisa de disciplina, fica mais fácil desenvolver outros. Aprendi isso por meio de muitas leituras. E meu objetivo em dedicar tempo a aprender violão era melhorar outros aspectos da vida também. Eu já estou muito feliz com algumas coisas, porque o fato de eu VER que estou aprendendo, mesmo que devagar, me faz ter motivação para tentar outras coisas também. E, de novo, eu digo: aprender violão me trouxe mais autoconfiança. E vou falar um pouco mais sobre isso num próximo post. Bom janeiro para você. <3

Jornalista por formação e publicitária por profissão. Gosto de músicas, coisas asiáticas, gastronomia, beleza e comportamento. Passo as horas de folga atualizando as inscrições do youtube ou cozinhando guloseimas.
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